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3.9.07

Machinarium

Apesar de ainda estar longe da data de lançamento, vale a pena noticiar esta possível pérola do mundo adventure. Machinarium é a mais nova obra do mesmo criador do Samorost, mencionado anteriormente aqui no blog.

Com um visual embasbacante, todo desenhado à mão e com lápis, o conceito dos jogos Samorost prometem ser elevados ao extremo. A jogabilidade promete ser melhor explorada, com a criação de um inventário para as personagens, multiplicando as possibilidades de ações.


Resta-nos, aguardar.

25.11.06

Lagoa Azul






Nome: Lost in Blue
Por: Konami, KCE Hawaii
Gênero: Adventure
Players: 1
Data: 27/09/2005

Uma das principais promessas que o lançamento do Nintendo DS com a sua touchable screen indicavam, era que um estilo já decadente de jogos, presentes principalmente nos PCs das décadas de 80/90, voltaria a tona: os adventures.

A possibilidade de se usar como um mouse, acabaria com as limitações que impossibilitaram a popularização do gênero nos consoles, e consequentemente sua quase extinção.Porém, a promessa não se concretizou, poucos jogos realmente bons saíram para o portátil. Por sorte, a Konami resolveu mostrar as caras.

Em setembro de 2005, dois lançamentos simultâneos do gênero foram lançados, Trace Memory e Lost In Blue. E este segundo título, se mostrou uma agradável surpresa.



Em Lost In Blue, você começa na pele de Keith, um adolescente que acorda em uma ilha possivelmente deserta, apóes um naufrágio do navio em que viajava. Logo após uma breve caminhada, você encontra uma menina chamada Skye que também acabou parando na ilha. Juntos vocês precisarão sobreviver, enquanto descobrem alguma maneira de sair da ilha.

A principal diversão do jogo, consiste em desenvolver maneiras de se manter vivo enquanto se explora a ilha. Isso incluí desenvolver formas de coletar alimentos, melhorar o conforto da caverna aonde vocês habitaram e aperfeiçoar a exploração dos recursos disponíveis na ilha.

Com um cenário riquíssimo, e uma ilha relativamente grande para explorar, o desafio do jogo se mantém interessante por bastante tempo. Algumas particularidades da ilha vão sendo descobertas com o tempo, tornando a trama ainda mais intrigante.




Outro ponto interessante do jogo, é o sentido de colaboração entre os protagonistas. Skye é totalmente dependende, por ter perdido seus óculos. E apenas explora a ilha com ajuda de Keith, em compensação (machismos à parte) se apresenta como uma exímia dona de casa(ou caverna, como queiram), sendo boa cozinheira, costureira e decoradora.

LiB utiliza um sistema que talvez lembre um pouco a série Harvest Moon, pois o objetivo principal do jogo acaba sendo (sobre)viver - a busca por uma saída da ilha acaba se tornando secundária -, tornando um título ímpar entre os games atual.

Para quem curte um bom adventure, esta provavelmente seja a melhor oferta disponível no mercado. Recomendadíssimo.

13.10.06

De volta ao Bairro do Nunca


Hoje em dia a popularidade dos jogos de adventure pode ser considerara irrelevante, mas nos anos 80 e 90 (quando atingiram o seu ápice, a sua "golden age") eles eram tudo que eu queria jogar. Sou particularmente apegado a alguns títulos dos anos 90 como Day of the Tentacle, Grim Fandango, LBA e The Neverhood, um jogo produzido pela Dreamworks em companhia com um pequeno estúdio que levava o mesmo nome.

Esse último talvez seja um dos mais jogos mais estilosos e originais que eu já joguei. Todo em stop motion, com modelos e maquetes feitos em argila, e com alguns dos puzzles mais engraçados e bem bolados até então, The Neverhood ainda contava com o que provavelmente ainda é uma das melhores trilhas sonoras de videogames de todos os tempos.

Criado pelo animador Douglas TenNapel, o jogo conta as aventuras do protagonista Klaymen em um mundo chamado, claro, de Neverhood. Sem maiores informações a princípio, o jogador tem que explorar o cenário (todo feito em madeira, coberto por argila e tinta e depois filmado e animado em stop motion) tentando adquirir maiores informações sobre Klaymen, seu mundo e o que diabos está acontecendo. Para adquirir essas informações você deve encontrar discos (ou cartuchos, sei lá) espalhados pelo Neverhood. Esses discos podem ser utilizados em televisores que vão lhe situando na história. A história, aliás, é também contada em um livro chamado The Neverhood Chronicles contido dentro do jogo (literalmente, o jogo está escrito nas 38 paredes de mais de um prédio do jogo, e você pode lê-lo completamente, se tiver paciência).


Os puzzles são realmente desafiadores. Alguns poucos são simples, mas a maioria requer bastante atenção e inteligência do jogador. Você tem que memorizar símbolos, cores e até sons para conseguir resolvê-los, e normalmente vai ter que tentar algumas vezes até conseguir.

A trilha sonora, como falamos, é um dos pontos fortes de The Neverhood. Compostas e tocadas por Terry Scott Taylor, as músicas do jogo contam com vocais bizarros, um banjo que parece estar quebrado, percussões exóticas e barulhos bizarros ocasionais que dão a tudo um clima realmente surreal e extraterreno.

The Neverhood ainda ganhou uma seqüência, SkullMonkeys, um jogo de plataforma que lembra muito Donkey Kong Country e foi lançado para a PSX. Mesmo com uma trilha sonora igualmente genial, o jogo não inovou muito na jogabilidade e, apesar de ser muito bom, recebeu duras críticas.


The Neverhood ainda funciona no windows xp, com alguns pequenos problemas no sistema de salvar (mas o jogo é curto e pode ser jogado inteiro em poucas horas). A trilha sonora também foi lançada em cd e é indispensável.

http://www.neverhood.se/
Youtube: Great Neverhood
Youtube: The Weasel Chase